Placas
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Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Divulgação/Nvidia

As GPUs – ou placas de vídeo, em bom português – podem ser do tipo integrada ou dedicada. As chamadas integradas são aquelas que vêm embutidas no processador do computador e oferecem versatilidade, eficiência e custos mais baixos — assim, elas são indicadas para usuários que realizam tarefas mais simples no PC. Já GPUs dedicadas são placas gráficas específicas, presentes tanto em desktops como em notebooks, e que se destacam pela oferta de maior desempenho, embora sejam mais caras — sendo desejadas por quem utiliza programas mais pesados.

Na sequência, separamos pontos positivos de cada uma das opções para que você compare melhor esses tipos de placas gráficas e decida qual delas é o melhor investimento para o upgrade ou PC novo.

Placa de vídeo é fundamental para games e permite ganhar tempo ao rodar apps pesados — Foto: Divulgação/Nvidia

GPU dedicada

1. O computador tem mais performance para jogos ou trabalhos pesados

Placas de vídeo dedicadas são componentes que oferecem alta capacidade de processamento. Elas são indicadas para computadores que precisam executar um grande volume de dados ao mesmo tempo. Em geral, programas de edição de vídeo e imagem, softwares de modelagem 3D, aplicações usadas em simulação de fenômenos naturais, de engenharia e softwares que usam inteligência artificial são exemplos de programas mais pesados, que requerem uma GPU dedicada.

Para os gamers, esse tipo de equipamento também é muito importante. Além de garantir que jogos mais pesados funcionem, algumas placas de vídeo oferecem recursos estratégicos que vão melhorar a experiência da jogatina, como Ray Tracing ou DLSS — sobre os quais falaremos a seguir.

2. Placas de vídeo atuais trazem mais recursos para o computador

Placas de última geração oferecem suporte a Ray Tracing em tempo real — Foto: Divulgação/Nvidia

Placas gráficas de última geração oferecem não só mais desempenho, mas também recursos ao seu PC. GPUs recentes contam com tecnologia para decodificação de vídeo H.265 por hardware, por exemplo. Além disso, algumas também possuem componentes que permitem rodar experiências de realidade mista — algo relevante para quem se interessa pelo metaverso – ou mesmo de processamento de IA para fazer upscaling de vídeo e imagem.

Usuários de olho em games podem tirar proveito de tecnologias como Ray Tracing, uma técnica de simulação da luz em jogos que acaba proporcionando situações mais realistas. Técnicas de reconstrução de imagens por meio de inteligência artificial, como o DLSS e o XESS, também existem, além de uma série de recursos para aplicação de filtros de imagem e ferramentas para realizar streaming.

3. É possível instalar placas de vídeo externas em alguns notebooks

Módulos, como o Core da Razer, permitem usar placas de vídeo externas em notebooks — Foto: Divulgação/Razer

No geral, notebooks oferecem placas de vídeo mais fracas do que as análogas para desktop. Além disso, os portáteis não permitem upgrade desse tipo de hardware: a placa que veio instalada no laptop não pode ser trocada por uma unidade de maior performance, ao contrário do que ocorre com o PC de mesa.

No entanto, existem alguns modelos de notebooks que permitem o uso de placas de vídeo externas. Para isso, o laptop deve atender a alguns critérios: ele precisa contar com interface Thunderbolt (ou equivalente) e suporte via BIOS. Com esse suporte garantido, o usuário pode investir em um case específico para placa de vídeo e usá-la externamente, conectada ao laptop, para acessar desempenho gráfico superior.

GPU integrada

1. PCs com gráficos integrados costumam ser mais baratos

Placa gráfica integrada é algo comum em processadores da Intel e AMD — Foto: Divulgação/Intel

Placa de vídeo é um componente extra e, no geral, opcional: a grande maioria dos computadores sequer precisa do acessório para funcionar corretamente em virtude da oferta de GPU integrada ao processador. Por conta disso, é natural que máquinas com placa gráfica dedicada acabem custando mais caro.

O mesmo vale para notebooks. Os portáteis oferecidos sem GPU dedicada atendem uma faixa de preços mais acessível, enquanto unidades com placa de vídeo acabam se encaixando em patamares premium ou gamer.

2. Ideais para carga de trabalho menos exigente

Algumas opcões de placas integradas da AMD são opção de custo-benefício mesmo para gamers — Foto: Divulgação/AMD

A placa de vídeo é útil para alguns cenários em que o usuário precisa acessar um nível maior de performance do sistema. Sem GPU dedicada, o computador terá um nível de performance suficiente para atender quem roda aplicações menos exigentes, como apps de escritório e produtividade, ou quem realiza tarefas simples como navegar na Internet ou curtir streaming e entretenimento mais casual.

Em notebooks, essa dicotomia é ainda mais aparente, já que nesses computadores a placa de vídeo dedicada sequer é acessada pelo sistema durante a execução de tarefas mais simples.

3. Consomem menos energia

Em computadores, há um preço a se pagar pelo aumento de capacidade de processamento: o consumo de energia acaba subindo. O quanto você é sensível a isso vai variar conforme o tipo de placa de vídeo – modelos mais poderosos e caros gastam mais –, seu bolso e a sua expectativa de performance.

Em todo caso, essa questão é mais pronunciada no uso de laptops, dependentes de bateria para funcionar longe da tomada. Notebooks com pouco mais de duas horas de autonomia usando uma placa dedicada de Nvidia ou AMD são comuns no mercado. Assim, é preciso refletir se vale a pena comprar o dispositivo para utilizá-lo perto da tomada.

Com informações de TechGuided

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