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Por Yuri Hildebrand

DIvulgação/EA

FIFA 23 teve seu primeiro trailer revelado nesta quarta-feira (20), mostrando algumas das novidades que chegam no próximo jogo, com lançamento previsto para 30 de setembro. Entre elas, destaque para o foco maior no futebol feminino, que agora terá competições de clubes, além das equipes internacionais presentes desde 2020. Serão, inclusive, duas Copas do Mundo no game: a masculina, no final de 2022, e a feminina, no meio de 2023.

Mudanças na gameplay também foram confirmadas, como a chegada nova versão do HyperMotion. Da mesma forma, o crossplay será uma realidade. A empresa ainda vai revelar mais novidades dos diferentes modos de jogo no futuro. Vale lembrar que esse é o último game da franquia com o nome da federação máxima de futebol, que, a partir do próximo ano, vai se chamar EA Sports FC.

FIFA 23 terá mudanças na gameplay, novidades no visual e duas Copas do Mundo — Foto: Divulgação/EA

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Uma das novidades em FIFA 23 é a adoção do crossplay, que foi (e vem sendo) testado na versão 22 do game. Apesar disso, a novidade vale apena para partidas 1v1, deixando de fora o Pro Clubs, por exemplo, modo que depende de partidas online com muitos jogadores e poderia ganhar bastante com um matchmaking mais ágil

Ainda assim, Temporadas, Amistosos e partidas online no FUT estão incluídas. Vale lembrar que, assim como foi testado no FIFA 22, podem jogar entre si usuários de mesma geração (PS4 com Xbox One e PS5 com Xbox Series X/S, no caso).

No campo, as mudanças são pontuais, como costuma ser nas atualizações anuais da franquia. Detalhes como a física da bola, os movimentos e animações dos jogadores, além de aspectos visuais desde o gramado até o gol e as torcidas ganham algumas diferenças no FIFA 23.

EA promete uma marcação mais inteligente e realista no FIFA 23 — Foto: Divulgação/EA

Melhorias na marcação, como uma espécie de carrinho prolongado e o posicionamento na hora de cercar o adversário, por exemplo, chegam para ajudar a vida do usuário na hora de defender. Da mesma forma, FIFA 23 deixa mais “justa” a corrida nos espaços vazios do campo, dando uma chance aos marcadores para alcançarem e desarmarem velocistas como Mbappé e Vinícius Jr., entre outros.

Já no ataque, vale destacar a maior facilidade para driblar, com viradas mais rápidas e assertivas (algo que também depende muito do jogador, claro). Outro ponto importante é o Power Shot, chute especial ativado por meio de L1 + R1. Esse movimento traz um efeito visual importante no jogo, aproximando a câmera e dando ao jogador uma sensibilidade maior no direcionamento da bola. O chute em si é mais forte e mais difícil de ser interceptado pelo goleiro, sendo uma promessa de belos gols durante a gameplay.

Power Shot é outra novidade interessante na gameplay, garantindo golações em FIFA 23 — Foto: Divulgação/EA

A EA também mudou a mecânica de bolas paradas em FIFA 23. Se no game anterior se manteve a lógica de utilizar uma mira e fazer a curva da bola antes de bater, dessa vez volta um aspecto importante e há muito tempo “sumido” da franquia: a linha prevista para o caminho da bola. Assim, o usuário consegue direcionar seu escanteio ou sua cobrança de falta com maior precisão, ajustando a curva após o chute.

Voltou também a necessidade de acertar o tempo certo nos pênaltis, mas não mais com a barrinha (abandonada há algumas versões), e sim com um “respiro” ao redor da bola. Portanto, para bater as penalidades máximas, volta a importância do timing certo.

Timing para bater pênalti, presente em outros games da franquia (como no FIFA 14, da foto), está de volta — Foto: Reprodução/Murilo Molina

Outras mudanças importantes dizem respeito aos movimentos dos jogadores em campo. A EA utilizou o HyperMotion 2 para criar essas animações, mantendo a lógica de capturar uma partida completa para pegar trejeitos dos atletas em campo, por exemplo. Isso facilita, por exemplo, a relação do goleiro com a bola e os atacantes, que deve ficar mais natural no game.

Falando dessa presença na área, inclusive, os chutes e cabeçadas no alto podem ter trajetórias variadas, enquanto o impacto da bola nos jogadores será mais realista, com reflexo nos movimentos dos dedos do goleiro e uma nova percepção de desvios e boladas.

Destaque para o futebol feminino

Superliga inglesa e a D1F, da França, são as primeiras competições femininas de clubes na franquia — Foto: Divulgação/EA

Se o FIFA 20 trouxe o futebol feminino à franquia pela primeira vez, a EA demorou 3 anos para incluir competições de clubes no game. Agora, além das seleções, será possível jogar com equipes femininas de Inglaterra e França, com Super League e D1F, respectivamente.

Com isso, Sam Kerr, craque da Austrália e capa do jogo junto a Mbappé na versão Ultimate, pode ser utilizada com a camisa do Chelsea, um dos melhores times femininos da atualidade. Também ficam disponíveis o Lyon, atual campeão da Champions League feminina, e os demais rivais franceses. A competição europeia, entretanto, ainda não foi confirmada.

Sam Kerr, craque da seleção australiana, é capa da edição Standard para Austrália e Nova Zelândia — Foto: Divulgação/EA

Uma adição importante relacionada ao futebol das mulheres é a Copa do Mundo, que acontece em 2023. O torneio será licenciado e marca a primeira vez em que as duas competições mais importantes do futebol ficam disponíveis em um mesmo FIFA: além do torneio feminino, que acontece na Austrália e na Nova Zelândia, o Mundial do Qatar, masculino, também chegará licenciado ao game.

Vale ressaltar que ainda não há informações sobre a presença de jogadores e jogadoras reais da Seleção Brasileira, algo que não tem acontecido nos últimos lançamentos de FIFA.

Veja as principais novidades do FIFA 23:

FIFA 23: PRINCIPAIS NOVIDADES E MUDANÇAS!

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