Placas
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Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Divulgação/Nvidia

Escolher uma placa de vídeo envolve uma série de critérios. Decisões como o perfil de uso, velocidade do processador e número de núcleos são exemplos de detalhes que podem fazer a diferença para que sua GPU atinja o desempenho que você espera. Além disso, vale ver se ela é integrada à CPU ou dedicada, e até mesmo se conta com suporte a tecnologias como o Ray Tracing.

Na sequência, vamos levantar esses e outros pontos que você precisa ter em mente na hora de decidir qual é a melhor placa de vídeo de AMD, Intel ou Nvidia para atender as suas necessidades e orçamento.

Placas de vídeo podem ser dedicadas ou integradas a processadores de AMD e Intel — Foto: Divulgação/AMD

1. Para que você vai usar a placa de vídeo?

Todo computador conectado a uma tela precisa de algum dispositivo específico para gerar as imagens: essa função é creditada à placa de vídeo.

Como existe uma grande variedade de placas no mercado, é importante saber as suas necessidades antes de procurar uma GPU. Para uma rotina leve — que envolve apenas uso do computador em aplicações de escritório, navegação pela internet e entretenimento, como assistir a vídeos, filmes e séries —, uma placa de entrada, ou integrada, será suficiente.

Entretanto, se você deseja algo para rodar games, será importante considerar placas de vídeo com hardware um pouco mais poderoso. Como veremos a seguir, não são só gamers que podem depender de uma placa de vídeo para trabalhar e estudar de forma eficiente.

2. Vídeo dedicado ou integrado?

Por mais simples que seja, todo computador tem algum tipo de placa de vídeo. PCs usados em tarefas mais leves — como rotinas de escritório no Microsoft Office ou navegar na internet — podem funcionar normalmente com placas de vídeo simples, daquelas que são embutidas em processadores: as chamadas GPUs integradas.

GPU, ou processador gráfico, é o elemento central de qualquer placa de vídeo — Foto: Divulgação/Nvidia

Tanto Intel como AMD oferecem produtos desse tipo. No caso da AMD, as linhas de processadores que trazem uma placa integrada são conhecidas como APUs. Já do lado da Intel, a grande maioria de processadores das linhas Celeron, Pentium, Core i3, i5, i7, i9 e mesmo Xeon é comercializada com placas de vídeo integradas.

Como dito, GPUs embutidas no processador dão conta de tarefas mais simples e de menor intensidade do ponto de vista de processamento gráfico. Por outro lado, placas de vídeo dedicadas — isto é, separadas da CPU — oferecem performance maior e são um item obrigatório para gamers e também para alguns tipos de profissionais.

Áreas como edição de vídeo e imagem, modelagem 3D e desenvolvimento de softwares são apenas alguns exemplos de cenários em que placas de vídeo acabam se tornando um elemento importante. Outros exemplos são pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial e áreas de conhecimento que trabalham com modelagem de processos complexos e de grande volume de dados — como meteorologia e pesquisas da medicina.

3. AMD ou Nvidia?

Placas Arc da Intel estão prestes a chegar ao mercado, hoje dividido entre AMD e Nvidia — Foto: Divulgação/Gunnir

No momento, existem duas marcas que produzem processadores gráficos usados em placas de vídeo do tipo de dedicado: AMD, por meio de produtos Radeon, e Nvidia, com as linhas GeForce e Quadro. A Intel está prestes a entrar nesse mercado, liberando suas placas Arc nos próximos meses.

Se você sair em busca de uma placa qualquer dessas marcas, vai notar que encontrar uma placa de vídeo efetivamente delas é algo bem difícil. Será comum, no entanto, encontrar uma GeForce fabricada pela EVGA, uma Radeon da Sapphire ou uma Intel da Asus, por exemplo

Isso acontece porque existe uma parceria nesse mercado: AMD, Nvidia e Intel se encarregam de desenvolver a tecnologia por trás da placa: o processador gráfico (GPU), suas capacidades técnicas gerais, além do software — drivers e apps de controle — para você poder usar sua placa gráfica no computador.

Marcas de hardware como Gigabyte, MSI, Asus, Sapphire, EVGA, Zotac e muitas outras aplicam essa tecnologia em seus produtos. Como essas marcas precisam competir entre si, muitas delas tendem a revisar o design original de AMD e Nvidia aplicando sistemas de refrigeração mais robustos, aumentando a performance da placa.

4. A placa tem Ray Tracing?

Ray Tracing permite games com gráficos mais realistas, mas exige placa de vídeo com hardware específico — Foto: Divulgação/4A Games

Se você quer uma placa de vídeo para games, vale a pena considerar o perfil tecnológico dela para fazer a melhor compra. Se você investe agora em algo mais atual, ainda que talvez um pouco mais caro, pode garantir que seu PC dê conta de games por vários anos.

Um dos recursos atuais é o Ray Tracing. O termo se refere a uma série de métodos para simulação do comportamento real da luz em jogos. Quando implementada, essa tecnologia contribui para games com cenários mais realistas, abusando de efeitos de iluminação naturais, reflexos e dispersão de luz em superfícies, além de sombras usando as regras da física.

Executar toda essa simulação em tempo real não é algo trivial e exige hardware poderoso: apenas placas de vídeo mais recentes de AMD, Nvidia e Intel dão conta da tarefa. No caso da Nvidia, as GeForce com a sigla "RTX" no nome são compatíveis. Do lado da AMD, as Radeon RX da série 6000 em diante e, do lado da Intel, as Arc.

5. Qual é a memória? Qual é a largura de banda?

A placa de vídeo dedicada — seja no notebook, seja no desktop — terá acesso a uma porção própria de memória RAM, chamada de VRAM. Em geral, você não precisa se preocupar muito com isso: o fabricante já terá dimensionado a quantidade correta de RAM necessária para a placa.

A coisa fica um pouco mais complicada quando você está em processo de decisão de compra e precisa escolher entre modelos diferentes. Nesse caso vale considerar sempre quem tem mais RAM, de tecnologia mais recente (hoje o GDDR6) e que atinge maiores larguras de banda.

GDDR6 está no mercado desde 2018 — Foto: Divulgação/Samsung

Esse último dado, medido em GB/s (gigabytes por segundo), é sempre uma boa métrica de performance, visto que é resultado de uma porção de coisas importantes: a velocidade interna de funcionamento da memória e a interface — o caminho eletrônico — que liga a memória de vídeo com o processador gráfico.

A placa que trocar mais GB/s terá provavelmente maior performance. Placas especialmente rápidas nisso podem até compensar com uma uma quantidade de memória menor, já que o tráfego de dados intenso entre os componentes garante um melhor aproveitamento da RAM.

6. Qual é o clock do processador gráfico?

Imagem mostra uma GPU cercada por módulos de memória — Foto: Divulgação/Nvidia

Clock em processadores de qualquer tipo, não só as GPUs das nossas placas de vídeo, refere-se à velocidade de processamento. Diante disso, quanto mais MHz, melhor.

Um detalhe nesse quesito são as faixas de velocidade que cada fabricante anuncia. A AMD, em suas placas mais recentes, informa três números: o clock base da placa, uma velocidade intermediária que seria estável para rodar games e o turbo. A Nvidia informa o clock base e o turbo.

O turbo, no geral, se refere a uma faixa de velocidade que pode ser atingida em alguns cenários, mas que normalmente não é estável o suficiente para ser mantida por intervalos prolongados. A dica, portanto, é não confundir o turbo com uma velocidade máxima.

7. Quantos núcleos ela possui?

Qual é mais rápido: um processador de 200 MHz e dez núcleos ou uma placa de 500 MHz e um núcleo? No nosso exemplo hipotético, a placa de dez núcleos vai ser mais veloz porque, com mais núcleos, faz mais coisas ao mesmo tempo.

Cuidado ao comparar núcleos: considere placas de mesma marca e geração — Foto: Divulgação/Nvidia

No caso de placas de vídeo, o mesmo raciocínio vale: quanto mais núcleos, no geral, maior o desempenho. São os núcleos do processador gráfico que realizam as tarefas de renderização de imagem, construindo aquilo que você vê na tela.

Só é importante que você tenha cuidado na hora de comparar esses componentes entre diferentes gerações e marcas: os núcleos CUDA das placas da Nvidia são particulares das GeForce e não faz muito sentido compará-los diretamente aos processadores de fluxo, seus equivalentes diretos da AMD.

Esses núcleos desempenham as mesmas tarefas, mas fazem isso por meio de abordagens diferentes, que são próprias de cada fabricante e arquitetura de placa. Você pode considerar esses dados mais diretamente quando compara uma Radeon RX 6600 XT com uma RX 6700 XT, por exemplo, ou quando faz o mesmo com uma GeForce RTX 3060 com uma RTX 3070. A comparação faz mais sentido porque são produtos das mesmas marcas e da mesma geração.

8. O seu processador está à altura da placa?

Os componentes do PC precisam funcionar em harmonia e atingir um nível de performance que seja compatível entre todos eles. Você não terá bons resultados se investir pesado numa RTX 3080 Ti, uma das placas de vídeo mais rápidas do mundo na atualidade, mas tiver um PC equipado com um processador Core i5 da Intel de terceira geração.

A placa de vídeo vai ser capaz de rodar tudo no máximo, mas como o processador é mais lento, você pode ter dificuldade em atingir níveis altos de performance. Dessa forma, seus games podem acabar oscilando muito em desempenho e apresentar dificuldade em chegar a 60 FPS (frames por segundo) de forma estável.

Com informações de Tom's Hardware

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